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  Estamos prontos para conversar sério? Bom, vou ser bem sincera: eu amo minha filha como minha alma fora do corpo. Acho que não conseguiria respirar caso ela não estivesse ao meu lado mais. No entanto, eu odeio a maternidade. Sim, a maternidade é bem diferente do que sentimentos por nossos filhos.  Ter eles nos torna mãe, o que traz a maternidade as nossas vidas, mas não necessariamente o sentimento que temos por um irá gerar o mesmo sentimento em outro.  Nossa vida é formada pelos vários papéis que desempenhamos: filha, esposa, amiga, irmã, prima, etc.  Ao nos tornarmos mãe, acrescentamos um novo papel ao nosso rol já existente, que é só seu e que você não divide com ninguém: apenas você é a mãe que você é, mesmo tendo um parceiro ou parceira para dividir essa responsabilidade. O papel, nesse caso, é só seu.  Sempre que adicionamos algo em nossas vidas, precisamos de tempo para assimilar tal nova situação. Mas sejamos sinceras: temos tempo para aceitar esse no...
  Vivendo Como Mário Bros Já pensaram como a maternidade pode ser comparada a um jogo de videogame? Pra mim é assim que eu vejo: a cada novo desenvolvimento da criança, uma nova fase é desbloqueada nesse jogo. E cada fase, óbvio, é mais difícil do que a anterior. E, como de praxe, não temos como saber o que nos espera à frente, quais obstáculos enfrentaremos, quais forças devemos ter ou usar, quais ferramentas precisamos e muitas vezes sequer temos essas ferramentas.  Por exemplo, levar e buscar minha filha na escola pra mim, parece que estou num jogo do Mario Bros: preciso ajudá-la a desviar de obstáculos, evitando que ela caia ou empurre alguém ou se machuque, além de pisar nos lugares certos, como Mário fazia.  E quando chove parece que entrei numa fase extra, daquelas que nos dão para ganharmos algum brinde e preciso garantir que tudo que citei acima aconteça, mas com um guarda chuva nas minhas mãos e outro nas dela, ou seja: com um novo obstáculo! Juro! Às vezes me p...
  Mãe: ser ou não ser? Bom, eu fui!  Eu não escolhi ser mãe, não planejei, apenas aceitei. Fiquei grávida sem nenhum planejamento ou desejo e de repente lá estava: aquela mini criatura, a qual seria minha responsabilidade pelo resto da vida. Isso faz 11 anos. Já pode se dizer que tenho alguma experiência, certo? Mas a verdade é que caminhamos com esse papel sem ter a menor ideia do que estamos fazendo! E tá tudo bem! Ninguém sabe! Quer dizer, um monte de gente vai chegar e falar o que você deve fazer, como deve fazer, o que deve dizer, mas a verdade bem verdadeira é: eles também não fazem ideia! Criança não vem com manual de instruções, sempre disseram! E é isso! Seguimos a cega num jogo de videogame sem macetes (lembra deles? No Nintendo tinha vários!). O que podemos fazer, e devemos de acordo com a psicologia, é estar lá. Presente. Do lado, apoiando, ajudando, amando.  Mas jamais podemos nos esquecer de nós mesmos! Afinal, antes de sermos mães e pais, somos seres humano...